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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pastor é preso após repressão do governo

O pastor Enhao Shi, vice-presidente da Igreja Chinesa Casa da Aliança (CHCA), foi condenado na cidade de Suqian a 2 anos de reeducação através do trabalho forçado. Durante meses, a China tem começado a implementar uma rigorosa repressão contra as igrejas domésticas.

O pastor Shi foi preso em 31 de março e detido por 12 dias. Ele foi preso novamente em 21 de junho, como “supeito de utilizar a superstição para minar a aplicação da lei”, o que é considerado um crime sério na China. Mas a sentença lhe foi imposta administramente, sem julgamento nem assistência de um advogado.

A CHCA é uma grande “igreja doméstica” na China, com milhares de membros. Nos últimos meses, a segurança pública ordenou que a igreja suspendesse todos os tipos de reuniões e confiscou veículos, equipamentos musicais e quase todos os dízimos. A polícia também ameaçou as três filhas do pastor e seus maridos.

Na China existem mais cristãos protestantes não oficiais (80 milhões) do que membros do Movimento das Três Autonomias (20 milhões). Para que a situação não saia do controle e se torne algo grande demais, há quase quatro anos o governo lançou uma campanha para eliminar as comunidades religiosas clandestinas ou uni-las às comunidades registradas pelo governo.

A série de prisões de cristãos protestantes coincide com uma série de detenções de militantes democráticos e advogados de direitos humanos.

O governo teme que qualquer movimento não controlado pelo partido Comunista possa provocar revoltas semelhantes às que estão acontecendo no Norte da África e no Oriente Médio.

Esse medo aumentou ainda mais pelo fato de muitos ativistas que defendiam os direitos humanos terem se convertido ao cristianismo.

Fonte: Portas Abertas

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Ex-Presidente Lula ironiza a Bíblia - 'É bobagem que pobre terá o céu só após a morte'



Ao participar ontem (21) do lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar da Bahia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (foto) fez declarações que têm desagradado evangélicos, ao se julgar pela repercussão em sites gospel.

Ele disse: “É bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu. O rico já está no céu, aqui”.

Trata-se de uma referência a Lucas 18.25, que diz: ”Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”.

Em seus discursos – e em muitos deles pobres e ricos são colocados em oposição, como neste --, Lula costuma recorrer às metáforas futebolísticas, mas raramente toma passagens bíblicas como referências negativas.

Lula fez o discurso de improviso, mas ainda assim não se pode dizer que a citação bíblica “escapou”, porque em seguida ele a reafirmou.

“[...] um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno.”

Mais: “Queremos que todo mundo vá pro céu, agora. Queremos ir pro céu vivo. Não venha pedir para a gente morrer para ir pro céu que a gente quer ficar aqui mesmo.”


Fonte: Paulo Lopes

Comunidades cristãs são atacadas

Crimes horríveis e violência direcionada contra a comunidade cristã no México já tiveram, pelo menos, 10 pastores sequestrados durante o mandato do atual presidente, Felipe Calderón, de acordo com a Fraternidade Nacional das Igrejas Evangélicas (Confraternice).
O presidente da Confraternice, Pastor Arturo Farela, relatou que esse tipo de crime prevalece no país e que as pessoas, especialmente cristãos e jovens, estão sendo alvejadas.
Um dos crimes mais chocantes no México foi o sequestro do famoso pastor evangélico Josué Santiago Ramírez, dia 10 de abril, em Michoacán. Ramírez foi sequestrado enquanto estava no culto na Igreja Evangélica El Shaddai.
Os sequestradores exigiram 20 milhões de pesos (aproximadamente US$ 1,7 milhão de dólares) para libertá-lo – e, mesmo assim, eles não davam garantia de que iriam devolvê-lo vivo.
Outro caso foi o assassinato do filho do pastor Eduardo Garcia, líder da Igreja Vida Nova, na cidade de Juarez, em 2010. Em outro crime na região de Juarez, seis pessoas de um centro cristão de reabilitação foram brutalmente atacadas. No ataques, quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas.
Os líderes cristãos do país disseram que a razão principal para esses crimes é que os agressores os veem como um meio de ganhar dinheiro. Nos últimos três anos, igrejas têm terceirizado serviços de segurança em pelo menos 11 estados do país.
E a igreja católica não está isenta da violência. Segundo informações, 14 sacerdotes católicos, incluindo dois seminaristas, foram violentamente mortos nos últimos seis anos.
“É alarmante o número de sacerdotes assassinados, mas não podemos culpar o governo pelos assassinatos, pois as causas variam”, disse Hugo Valdemaro, diretor de comunicação social da Arquidiocese.
Congregações evangélicas estão convidando membros do crime organizado no país a se arrependerem e voltarem para um caminho justo. Existe esperança ainda, pois há agora 151 ex-assassinos e sequestradores que se voltaram para o evangelho e estão levando a Palavra de Deus para as prisões em Juarez.

Fonte: Portas Abertas

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Igrejas são Fechadas por causa do Terrorismo

Cristãos que moram no estado de Borno, no norte da Nigéria, foram obrigados a não frequentar mais os cultos nas igrejas locais, devidos aos ataques realizados pelo grupo extremista islâmico Boko Haram, que está preparando ataques maciços para lembrar a morte do líder do grupo extremista no final do mês.
Cristãos estão fugindo para cidades distantes da capital do país, Abuja, onde estão localizadas as igrejas mais atingidas. Os templos estão sendo fechados, pois os ataques contra eles não cessam e muitas pessoas já morreram, mesmo após tropas de segurança serem chamadas para enfrentar os agressores.

A Compass testemunhou que muitas igrejas estavam fechadas e vigiadas por soldados e policiais na área de Maiduguri. Algumas que ousaram abrir os templos foram obrigadas a remarcar seus cultos, para enganar os militantes, cientes de que a maioria dos cultos começa às 10 horas.

“Como você pode ver, a cidade não está segura e é pouco seguro ser um líder de uma igreja aqui”, disse um pastor que pediu anonimato, com medo de ataques. “Nós tomamos a decisão de celebrar o culto uma hora mais cedo do que o habitual, para que todos pudessem voltar para casa sem correr riscos.”

No início de junho, a seita islâmica atacou duas vezes a igreja católica de St. Patrick, em Maiduguri, matando dez pessoas no total. “Os bombardeios aconteceram quando um carro invadiu a igreja durante a tarde, jogando bombas nas instalações da igreja”, disse o porta-voz da polícia, Abdulahi Lawal.

Membros do Boko Haram, seita islâmica extremista, assumiram a responsabilidade pelos ataques contra as igrejas e vários outros. Além disso, a seita islâmica declarou uma jihad contra o governo nigeriano e já declarou abertamente que promoverá novos ataques no final deste mês, quando fará dois anos que o fundador do Boko Haram, Mohammed Yusuf, morreu.


Fonte: Portas Abertas