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quinta-feira, 10 de março de 2011

Pastor é atacado por 10 homens ao orar por enfermo

Hari Shankar Ninama, de 65 anos, é pastor e orava numa casa pela cura de um garoto de oito anos, quando, pelo menos 10 extremistas hindus chegaram de motocicletas e invadiram a residência do enfermo, localizada no estado do Rajastão, Índia. O caso ocorreu no início de fevereiro.
Os agressores imediatamente o imobilizaram. Ninama foi colocado em uma das motos e levado à força até uma estrada próxima à cidade de Peepal Khoont, que fica no distrito de Pratapgarh. Lá o pastor foi despido completamente e surrado.
Após o ataque, os sequestradores roubaram o relógio, o celular e a pequena quantidade de dinheiro que Ninama carregava. Ele ainda está sofrendo com os traumas físicos e emocionais.
A família do pastor pediu à polícia que não prossiga com as investigações, por medo de novas violências, uma vez que eles moram há apenas 17 quilômetros do local do ataque.
O pastor identificou dois de seus agressores como Dhuliya e Gautam; os demais ainda não foram identificados.
“Eles me insultaram com palavrões e me acusaram de forçar conversões de hindus ao cristianismo, além de me obrigarem a repetir palavras que eles diziam”, contou o pastor ao Compass, ainda gemendo de dor.
Os malfeitores o despiram às margens da estrada principal fora da cidade. “Ali, eles me espancaram de novo sem piedade, com madeiras, socos e chutes. Antes de me abandonarem ferido e completamente nu à beira da estrada, me roubaram o celular, minha agenda, documentos, o relógio de pulso e 500 rúpias (o equivalente a 25 reais). Antes de fugirem, ameaçaram me matar se eu continuasse a pregar o cristianismo”, relata.

Como começou

O pastor Hari Shankar Ninama contou à agência de notícias Compass Direct que visitava sua filha, Galadh Mangiya Bujh, na cidade de Ambarunda, quando a vizinha dela, Lasiya Bujh, pediu que ele fosse até a sua casa orar por um filho doente.
“Quando comecei a orar pelo menino, um grupo de pelo menos 10 homens, invadiu a casa, interrompeu a oração e começou a me agredir”, contou o pastor.
Outras pessoas aguardavam orações na casa da filha do pastor e testemunharam o ataque. É o caso de Paasu Dindore, que relata: “Eles bateram em Galadh, a filha do pastor, e também no pai do menino enfermo. Eu estava lá para pedir que o pastor Ninama orasse por mim, e logo que a violência começou, eu fugi e pude assistir o restante do episódio de uma distância segura.”
Ameaça: “Se continuar pregando incendiaremos a casa de sua filha”

O inspetor de polícia da cidade, Bhagwat Singh, revelou que a família do pastor estava temerosa que a investigação policial pudesse provocar uma retaliação dos extremistas. A filha e o genro de Ninama compareceram à delegacia para pedir aos policiais que abandonassem o caso. Singh informou que as investigações foram interrompidas.
Um cidadão do local, Sunny Meda, relatou que os radicais tinham ameaçado incendiar a casa da filha do pastor se a polícia os molestasse. “Por três dias, Galadh e sua família, não puderam deixar a cidade nem ir ao mercado”, contou Meda. “Há medo e pânico nas famílias cristãs da cidade.” A polícia ainda não fez nenhuma prisão.
Dindore, que é membro da igreja doméstica dirigida pelo pastor Ninama, contou que não há cultos desde o ataque. Embora debilitado, o pastor Ninama disse ao Compass que continuará a evangelizar nas cidades vizinhas e a orar pelas pessoas sempre que for chamado.

O inspetor Singh confirmou que o sacerdote caminhou despido por sete quilômetros, do local do crime até a delegacia de polícia. “Eu o vesti imediatamente quando ele chegou ferido e nu à delegacia”, contou Singh.

O pastor preencheu um boletim de ocorrência, e a polícia registrou o caso como lesão corporal dolosa, constrangimento ilegal, difamação e atentado com intenção de provocar distúrbio da paz, formação de quadrilha, e perturbação de um encontro religioso.

Boletim Médico

O pastor recebeu assistência por dois dias na emergência do Centro Médico Mahatma Gandhi, sendo transferido depois para um hospital particular. O Dr. Ravi Upadhaya informou que Ninama sofreu ferimentos físicos e abalos emocionais.
“O paciente sofreu escoriações em muitas partes do corpo, com equimoses e manchas roxas nas costas e coxas”, informou o Dr. Upadhaya. “Ele está também com uma grande ferida na nuca que sangrou bastante, e reclamou muito de dores internas no peito. Porém, mais do que os traumas físicos, este homem de 65 anos está mentalmente traumatizado”, concluiu o médico.

O pastor recebeu alta do hospital em 11 de fevereiro, mas continua se queixando de fortes dores. Interceda por ele.

Quem é o pastor Ninama

Agricultor de profissão, o pastor Ninama se converteu do hinduísmo ao cristianismo há 12 anos. Ele e sua esposa têm seis filhas e dois filhos. Ele dirige uma igreja doméstica com cerca de 40 membros, que moram na sua cidade e em vilarejos próximos, incluindo o lugar onde aconteceu o ataque.
O Partido do Congresso está no poder no Rajastão, com Ashok Gehhlot como ministro-chefe desde dezembro de 2008. Anteriormente, governava o Partido Bharatiya Janata, que conseguiu aprovar uma controvertida “lei anticonversão”, que classifica como ilegais as conversões “forçadas ou fraudulentas”, e que costuma ser usada frequentemente para molestar os cristãos com falsas acusações.
A lei diz que “conversão” é um crime inafiançável, sujeito à prisão imediata com pena de até cinco anos. Esta lei, no entanto, tem recebido forte oposição do governo da atual presidenta da Índia, Pratibha Devisingh Patil.

Fonte: Missão Portas Abertas

Declaração da UE é fraca e tardia contra a violência anticristã

Após duras críticas, na última semana de fevereiro o Conselho de Assuntos Exteriores da UE divulgou uma tão polêmica e discutira declaração para defesa dos cristãos no Oriente Médio. A menção aos cristãos é única num texto de aproximadamente 500 palavras e inclui peregrinos muçulmanos e outras comunidades religiosas na mesma sentença.
O grupo Vigilância da Dignidade Europeia afirma que a declaração intitulada “Conclusions on intolerance, discrimination and violence on the basis of religion or belief” (Conclusões sobre intolerância, discriminação e violência na base da religião ou convicção), falha ao não lidar com a natureza dos ataques violentos contra os cristãos que tem se tornado comum em países dominados pelo islamismo no mundo inteiro e é enfática e clara quanto às críticas.

Críticas

Os cinco ministros das Relações Exteriores e a Alta Representante da UE baronesa Catherine Ashton foram acusados de se prostrar diante dos modismos politicamente corretos. A acusação foi feita por membros do Parlamento da UE, inclusive Franco Frattini, ministro das Relações Exteriores da Itália, que disse que a versão preliminar da declaração mostrava “excesso de secularismo” e pediu, com o apoio do ministro francês, que fosse removida.
David Casa, parlamentar de Malta, disse: “Como é que é possível condenar de forma correta essas atrocidades sem fazer nenhuma menção dos alvos [dessas atrocidades]?”
“Se temos a intenção de gastar o dinheiro dos que pagam o imposto de renda para pagar pedaços de papel rascunhado declarando que as pessoas não deveriam ser mortas à bomba em geral, então deveríamos todos fazer as malas e ir para casa”.
A declaração desta semana dos ministros de Relações Exteriores vem depois de duas outras, que não hesitaram em mencionar os cristãos, feitas pelo Conselho da Europa e pelo Parlamento da UE em 20 de janeiro .

Fontes:Voz dos Mártires e Missão Portas Abertas

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dicas de Seguranças

Para se prevenir de uma surpresa desagradável quando voltar - como invasões ou vazamentos - confira as dicas da Polícia Militar sobre como assegurar mais
proteção ao seu imóvel enquanto estiver ausente:
• Feche os registros de água e a válvula de gás da cozinha. Segundo dados do
Corpo de Bombeiros, acidentes envolvendo o gás em residências ocupam o 1º lugar no ranking de atendimentos emergenciais.
• Se sua viagem for durar mais de uma semana, esvazie a geladeira, desligue-a e abra a porta. Além de tudo, você irá economizar energia.
• Cancele a entrega de jornais e revistas ou peça a um vizinho para recolhê-las
durante o tempo em que estiver fora. O acúmulo de correspondência indica que os moradores não estão e facilita a ação de assaltantes.
• Desligue a campainha e o telefone. Os toques contínuos podem ser ouvidos e
também denunciar a ausência de moradores na casa.
• Dificulte o acesso às áreas internas trancando os cômodos e levando consigo as chaves.
• Se a fechadura da porta de entrada for simples, coloque uma chave tetra para
dificultar o acesso.
• Desligue todos os eletrodomésticos e eletrônicos - de preferência da tomada -
e evite perder esses bens em um curto circuito motivado pelo primeiro temporal que cair.
• Reforce a segurança das janelas colocando pedaços de madeira ou outro material que dificulte a abertura desses acessos.
• Se ainda não tiver feito isso, instale alarmes e sensores de movimentos nos
espaços externos da casa.
• Deixe sempre com alguém de confiança uma chave reserva no caso de algum
imprevisto acontecer.

Cuidados ao usar o GPS automotivo.
Uma família parte para férias, de carro, GPS ligado. A viagem transcorre normalmente e então decidem parar para lanchar ou almoçar, deixando o carro num estacionamento próximo.
Quando regressam, constatam que o seu GPS foi roubado.
Algumas horas mais tarde, os vizinhos telefonam informando que a casa
deles foi assaltada. Os ladrões utilizaram a função de retorno para casa...
Estavam tranqüilos sabendo que os proprietários estavam longe e que,
portanto, não seriam incomodados.
Uma importante DICA:
No teu GPS, mude o teu endereço (de partida) pelo do posto policial
(que você conhece) próximo. Os ladrões ficarão com o GPS, mas não te
roubarão a casa!

sábado, 5 de março de 2011

A História do Carnaval


Muita gente pensa que o Carnaval é uma festa típica do Brasil. Mas toda
essa farra vem de muito longe, existe desde a Antigüidade. O Carnaval
originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a 527 a.C. Com
o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e
produtividade do solo em forma de festa pagã. O Carnaval Pagão foi iniciado
por Pisistráto, que oficializou o culto à Dioniso, na Grécia, no século
VII a.C. e termina quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizou no Egito. A festa
não era nada mais do que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões
usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e
VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a
necessidade de válvulas de escape. É nessa época que foi introduzido sexo e
bebidas na festa. Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, então, se
espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características
atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles...
O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a
festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu caráter
"pecaminoso". No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram
num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que
houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem.
Mas esse tipo de festa batia de frente com a principal característica do
Carnaval: o riso, a brincadeira...
Em 1545 a Igreja Católica, através do Concílio de Trento, oficializa que
o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o
Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e
estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não
coincidir com a Páscoa católica, que não pode ter data fixa para não
coincidir com a Páscoa dos judeus.
O cálculo é um pouco complexo. Determina-se o equinócio da primavera, que
ocorre entre os dias 21 e 22 de março no hemisfério norte. Observando a lua
nova que antecede o equinócio, o primeiro domingo após o 14º dia de lua
nova é o domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de
março, é entre 08 de março e 05 de abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de
março e 25 de abril. O domingo de carnaval é sempre no 7º domingo que
antecede ao domingo de Páscoa.
O Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas
da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar
água nos outros. Esta brincadeira é conhecida como Intrudo, e ainda existe
em carnavais como o de Laguna, cidade litorânea de Santa Catarina onde,
principalmente as crianças, ficam escondidas nas sacadas e jogam sacos
plásticos cheios de água nos pedestres.
O primeiro registro de baile é de 1840. Em 1855 surgiram os primeiros
grandes clubes carnavalescos, precursores das atuais escolas de samba. No
início do século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam
pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em
1928 no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, e se chamava Deixa Falar.


Fonte: O Pharol